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  • OS PRIMEIROS HABITANTES DE ARARUAMA PART. 1


    “Prende-se, sem dúvida, ao descobrimento desta região as primeiras colheitas de Sal ... (A Lagoa Araruama e as suas águas. em O Sal Fluminense. de Pedro Guedes Alcoforado).
    Os primitivos habitantes de Araruama não exploravam comercialmente o sal. Somente depois da chegada dos primeiros europeus é que as salinas naturais de Araruama passaram a ser olhadas como urna possível fonte de renda. Cita, muito oportunamente. o Prof. Elyzio Pacheco, no seu O Homem dos Lagos a "Carta Régia de 28/2/1690 proibindo a produção de sal no Brasil, especialmente no Cabo Frio (que era, então, região nossa, também), para não sacrificar a venda do produto que nossos irmãos portugueses para aqui mandavam", tudo conforme "Abreu e Lima. em “Sinopse dos Fatos mais notáveis da história do Brasil"

    Os índios MATARUNA foram os primitivos habitantes de Araruama, conforme assinala o professor Marcel Jules Thieblot, na sua obra intitulada Os homens do sal no Brasil, publicada em 1979, por iniciativa do Conselho Estadual de Artes e Ciências Humanas de São Paulo.
    Lembra-nos ele que bem antes dos europeus, os índios Potiguar, no Nordeste, e os Mataruna, no Sul, lá sabiam da existência desses depósitos naturais de sal, e os exploravam na medida de suas nece ssidades.
    "Os índios Mataruna — diz Thieblot, foram os primeiros ocupantes da região, antes dos portugueses"
    Sendo o sal um produto preciso na base da alimentação do Homem, nada mais natural que os índios Matarunas fossem colhê-lo nas várzeas e maneis araruamenses.
    "Os antropólogos — afirma Luiz Romano Madeira de Meio, citado por Thieblot reconhecem que o sal teve papel importante na humanidade, ora contribuindo na fundação de países e cidades, ora alimentando guerras, ou ainda motivando superstições e crenças religiosas para, inegavelmente, constituir, com a água, o fogo e o ar, os indispensáveis componentes pela mantença da vida humana na terra. "
    A presença dos Matarunas em Araruama teria justificativa, provavelmente, pela existência das salinas naturais, além de se tratar de uma região dotada de excepcionais características mesológicas, razão pela qual podemos afirmar que os primórdios da história de Araruama relaciona-se com a própria extração do sal pelos indígenas, o que se explica de forma bastante coerente que apareça no brasão heráldico do Município, como um dos símbolos, um monte de sal cristalizado.
    O autor de Os Homens do sal no Brasil lembra ainda que: "Onde a água do mar se acumula e evapora, sob a ação do sol e do vento, ela produz sal. Na ocasião das fortes rnarés, as águas do mar chagam a invadir certas várzeas de onde não podem mais voltar para o mar. Ai permanecem e, aos poucos, vão evaporando, ficando o sal". O mesmo sal que era colhido "sem fadiga e em grande cópia, em escavações ou ligeiros tanques onde, recolhidos as águas do mar, se cristalizam prontamente aos raios do sol, sem que todavia o governo português, ou brasileiro, soubessem tirar partido disso em proveito dos próprios índios", testemunha Joaquim Norberto de Sousa e Silva, no capitulo VI da sua Memória Histórica e Documentada das Aldeias do Índios da Província do Rio de Janeiro, dedicado à Aldeia de São Pedro do Cabo Frio, à qual, então, se vinculava jurídica e territorialmente Araruama.
    Os tanques anteriormente referidos, as várzeas e marnéis eram os depósitos naturais de onde os Mataruna colhiam o sal de Araruama, seguindo suas inclinações naturais. Não havendo é preciso que se diga e repita o interesse comercial, não se procurava "fabricar" o sal, mas apenas colhê-lo.
    Da Região dos Lagos, dentre os depósitos naturais que mais tarde passaram a ser explorados comercialmente, o jornalista e historiador Pedro Guedes Alcoforado cita as salinas "do Padre, “dos índios”, "do Povo” e o ‘MarneI de Massambaba”, no seu conhecido e hoje raro livro “O Sal Fluminense”. como sendo as mais notáveis, acrescentando que "a Salina do Povo era de propriedade da Câmara Municipal para distribuição gratuita do sal,”
    Assim como os índios Mataruna já sabiam da existência de salinas naturais em Araruama, também outros brasileiros primitivos mantinham seus depósitos naturais, Os indígenas não queriam perder as várzeas salineiras que eles mesmos haviam descoberto, e, mesmo depois de expulsos do território, voltavam para colher um pouco de sal, quase sempre arriscando suas próprias vidas.
    A partir do século XVII. com os portugueses já senhores da região; com os índios praticamente exterminados, expulsos de suas terras ou “catequizados”; o território reconhecido, explorado e inferiorizado, e, chegando ao conhecimento da Metrópole a presença daquele produto suscetível de prejudicar o comércio do Reino, foi decretada a "proibição da exploração do sal no Brasil”, inclusive com seqüestro das salinas naturais, como ocorreria no Governo de Luiz Varia Monteiro.
    Tais medidas proibitivas, que atingiam diretamente os habitantes do litoral, em particular de Cabo Frio, São Pedro da Aldeia e Araruama, será apenas mais uma iniciativa da Metrópole para controlar a política econômica da Colônia (Brasil), evitando, por conseguinte, qualquer atitude que pudesse fomentar uma idéia emancipacionista.

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    HINO DE ARARUAMA

    Araruama, tens paisagens tão lindas
    Araruama, tens belezas infindas
    Araruama, o teu sol que seduz
    Sob o teu céu que é o mais estrelado
    Se formam noites azuis.
    Os teus lagos de águas dolentes
    Prateados de raro esplendor
    Dão otimismo aos indiferentes
    E o ambiente para o amor.

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